quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Arco Íris, Lua Azul

Calmaria em tempestade
Tempestade em copo d’água
Copo d’água em liberdade

Chuva em outra chuva
Sol enscuridão
Noite quem cedo madruga

Sol em lua cheia
Arco Íris, Lua Azul
Uma metade e outra cheia

Estrelas adormecidas
Nuvens estremecidas
Sementes florescidas


Adriana Vieira

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Embriaguez

Embriague-se de mim
Embriague-se de ti
Embriague-se da sua própria embriaguez

Embriague-se desejo
Embriague-se de amores
Embriague-se com sua sensatez

Embriague-se liberdade
Embriague-se felicidade
Embriague-se apenas com sua maluquez

Embriague-se certeza
Embriague-se, mas não com o seu talvez
Embriague-se de minha lucidez

Embriague-se...
embriague-se...
apenas embriague-se para que de fato embriague-se de ti.

Adriana Vieira

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Acontecer

Que fabuloso o acontecer

O acontecer do meio dia
O acontecer das estrelas precedidas de um grande dia
O acontecer não planejado

Que fabuloso o acontecer
Sem expectativa ou frustração

O acontecer quando você já não espera
O mar descoberto em meio ao acontecimento do escurecimento

Que fabuloso o anoitecer
O acontecer de encontros e desencontros
De cantos e encantos

Que fabuloso o enluecer
Que fabuloso feitiço do tempo
Dos encontros e desencontros

Que fabuloso estrelecer

Que fabuloso o acontecer quando parecia não ter de acontecer
Perfeito como o clarear do dia
O amanhecer independente dos nossos sonhos

Que fabuloso o acontecer
O acontecer do dia
O escurecer do dia e o nascer da lua

O acontecer por merecer

Hoje acontece tudo
Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada
Mas talvez acontecer

Tudo acontece quando tem de acontecer, seja comigo ou com você.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

SOMENTE ISSO

Cada noite um novo dia
Cada dia uma nova noite
Algumas noites uma daquelas maravilhosamente madrugada

Cada madrugada um novo dia
Madrugadas que anuncia e silencia
Que gera noite e alegria

Que verdade verdadeira,

Cada dia um novo dia
Cada novo dia um novo encontro
Cada novo encontro um outro encontro

De novo: dia novo, nova vida, nova idéia
Novo tudo, tudo novo

Curta o momento a cada curtição
Curto-me junto a ti
Curta-me junto a mim

Ouvi o que eu queria que da minha boca não saia
Palavras corajosas de letras ansiosas

Quero te curtir de um montão
Longe da solidão ou da prisão que junta somente dois

Quero muito mais tesão
Uma vida de imensidão, de prazer e emoção
Somente isso. Por que não?

Adriana Vieira

domingo, 1 de abril de 2007

C
A
N
S
A
Ç
O

Estou muito cansada.
Cansada de ter que fazer tudo sozinha
Cansada de tanta gente sem fazer nada
Cansada de ficar deitada até tarde
Cansada de ter que mentir pra mim
Cansada da babaquice do mundo
Cansada de não poder falar
Cansada dessa lei silenciosa
Cansada de acharem o que acho antes que eu mesma ache.
Cansada de acharem que não me canso.
Cansada de está cansada.


Adriana Vieira

sábado, 10 de março de 2007

Escuridão

Desejo um dia sem o dia
Desejo noites sem sono
Desejo brincar de novo
Desejo alegria

Desejo um dia sem o dia
Desejo alguém que não tenho há muito
Desejo alguém sem saber quem
Desejo a escuridão do dia

Desejo um dia sem o dia
Desejo ser como alguém
Desejo minha multiplicidade
Desejo abraçar o mundo

Desejo um dia sem o dia
Desejo músicas desregradas
Desejo a noite
Desejo tanto a não dar tempo ter outro dia


Adriana Vieira

quinta-feira, 8 de março de 2007

Maldição

Maldita maldição

Demorado dia
Idéia insana
Malditas pessoas

Maldita maldição
Levou-me a prisão
Trouxe-me a solidão

Plantas desiludidas
Regando agonia
Malditos esses dias

Em mim nasceram anomalias
Doenças desacompanhadas, lesão e maldição

Maldita maldição
Trouxe-me escuridão
Não me enxergo, pois, já não tenho mais visão

Que escura escuridão
A saudade solitária

Maldita maldição
que permeia o meu São João
E dança no meu salão

Não quero ouvir não

Que maldita maldição
Destruiu minha paixão

Triste solidão
A solidão da multidão.

Adriana Vieira